Inoculação e Coinoculação! Você sabia?

Foto: Lavoura de Soja
Foto: Lavoura de Soja

Você sabia?

Que a inoculação e coinoculação são eficientes práticas que geram mais produtividade para muitas culturas produzidas em solos brasileiros, com baixo custo e sustentabilidade?

A inoculação, segundo EMBRAPA (2010), “é o processo por meio do qual bactérias fixadoras de nitrogênio, selecionadas pela pesquisa, são adicionadas às sementes das plantas antes da semeadura. A inoculação é feita com um produto chamado de inoculante ou biofertilizante”.

Logo, a coinoculação consiste em fazer o uso em conjunto de uma bactéria de crescimento vegetativo (como o Azospirillum brasilense) com uma bactéria simbiótica (Rizóbio), a fim de potencializar a produtividade de leguminosas. Essa prática pode ser aplicada tanto no sulco, quanto em tratamento de sementes.

O Azospirillum brasilense é uma espécie de bactéria destinada para fins de crescimento vegetativo. Isso acontece porque além de ser fixadora de nitrogênio (no solo), ela tem o poder de produzir hormônios vegetais, como o AIA (Ácido Indolacético) e quelantes orgânicos benéficos para a maior parte do reino vegetal. Por isso, ela é indicada para culturas de PASTAGENS, TRIGO, MILHO, AMENDOIM, FEIJOEIRO, SOJA etc.

Já os famosos Rizóbios são indicados para algumas espécies de leguminosas como SOJA, FEIJOEIRO, AMENDOIM, etc. Essas bactérias são eficientes para essas culturas porque penetram nas raízes, formando os conhecidos nódulos. Através deles, acontece a FBN (Fixação Biológica de Nitrogênio) contido no ar para servir de alimento para as plantas em que são inoculados.

Referências:

REIS JUNIOR, F. B.; MENDES. I. C.; REIS. V. M.; HUNGRIA. 20 Perguntas e Respostas Sobre Fixação Biológica de Nitrogênio. Planaltina, DF: EmbrapaCerrados: Documentos 281, 2010. p. 11.

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/2650/inoculante-para-gramineas

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1057259/azospirillum-um-velho-novo-aliado

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/49621798/dia-de-campo-na-tv–inoculacao-e-coinoculacao-aumentam-produtividade-da-soja-e-de-gramineas

23/03/2022

Autor: Jonathan de Araújo Rabitto – Consultor Técnico-Comercial.

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A história do feijão tropeiro segundo um poeta mineiro

Foto: Feijão Tropeiro

A história do Feijão Tropeiro segundo um poeta mineiro

“Ali pelo ano de 1928, na Serra do Gavião, estrada tropeira de Coluna a Diamantina, já nas primeiras viagens, com sua tropa de doze burros que chegaram em pouco tempo e com muita luta (ao destino) ao número de 24 burros, um cavalo de madrinha e o cavalo de montaria de meu pai. Conforme suas palavras, (ele estava) cansado de amassar feijão na estrada, pois tinha que tirar o caldeirão da trempe fervendo e colocar no chão para ficar firme e poder machucar o feijão. Era uma trabalheira! Pendurado na trempe, o caldeirão balançava e não amassava direito. Aí (ele) pensou: por que não comer o feijão inteiro, bago a bago? Vou Experimentar!

Deitou o feijão no fogo com água na medida de cozinhar, deixou cozer ao ponto. Em outro caldeirão picou alho e botou sal na medida, botou pedaços de toucinho e fritou com o alho. Enquanto fritava, acrescentou pedaços de carne de porco, e depois de tudo bem frito, o feijão que havia misturado em farinha de mandioca dançava soltinho na panela. Despejou o feijão por cima de tudo, misturou e serviu. Estava bão demais! Estava bão demais!

Aqui foi criado o feijão bago bago, que nas cidades muito depois chamaram de tropeiro. “

Itamar Aguiar é poeta e compositor, nascido em Coluna (MG) 

12/02/2022

Autor: Nodusoja 

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O aumento no rendimento do feijoeiro

Foto: Coinoculação no Feijoeiro com inoculantes Nodusoja - NoduBeans L + NoduGram L - Paracatu - MG

O aumento no rendimento do feijoeiro com o uso de bactérias promotoras de crescimento vegetal (Inoculante Nodusoja)

O gênero Phaseolus é originário das Américas e possui 55 espécies, dentre as quais o feijão comum Phaseolus vulgaris. É a mais importante, devido ao seu elevado teor de proteínas, ferro, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas, carboidratos e fibras, sendo uma das principais culturas alimentícias no mundo. Por ser um dos alimentos básicos da população brasileira, cerca de 70% dos brasileiros consomem feijão diariamente, tendo papel de um dos principais fornecedores de proteína na dieta dos estratos sociais economicamente menos favorecidos.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial, a produtividade de feijão chegou em 2021 em 1.103 kg/ha em uma área plantada de 2.945,9 mil ha (CONAB, 2021). Existem diversas espécies e tipos de feijão cultivados no território brasileiro e sua ocorrência é bastante regional e cultural, como por exemplo o feijão-caupi ou feijão de corda, muito cultivado no Norte e Nordeste do país, regiões pouco favoráveis ao cultivo do feijão-comum.  A cultura é considerada de ciclo curto e, por isso, apresenta uma vantagem para o produtor, que consegue adequar o seu plantio dentro de uma janela menor, sem ter que renunciar à produção de outros grãos ainda no mesmo ano-safra. Nesse cenário, o Brasil possui três épocas distintas de plantio, favorecendo assim uma oferta constante do produto ao longo do ano. Dessa forma, tem-se o feijão de primeira safra semeado entre agosto e dezembro, o de segunda safra entre janeiro e abril e o de terceira safra, de maio a julho.

As baixas produtividades verificadas na cultura do feijoeiro no Brasil têm sido relacionadas ao baixo nível tecnológico empregado pelos produtores e ao cultivo em solos de baixa fertilidade, especialmente pobres em N. Considerando a baixa eficiência de uso do fertilizante nitrogenado (cerca de 50%), exigindo aplicações cada vez mais frequentes e, consequentemente, elevando os custos de produção, aliada ao custo ecológico adicional, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) assume uma importância ainda mais evidente, representando a alternativa mais viável para o fornecimento de nitrogênio à cultura. Assim como ocorre na soja, o feijoeiro é capaz de fixar nitrogênio pela simbiose com bactérias denominadas rizóbios.

A FBN é considerada, após a fotossíntese, o mais importante processo biológico do planeta, sendo fundamental para a vida na Terra. Este processo baseia-se no fato de que alguns microrganismos especiais, conhecidos como microrganismos fixadores de nitrogênio, também chamados de diazotróficos, são capazes de quebrar a tripla ligação que une os dois átomos de nitrogênio atmosférico, N2,transformando-o em amônia, que é assimilável pelas plantas (REIS JUNIOR et al., 2011). Esses grupos de bactérias como os rizóbios conseguem associar com plantas (na maioria das vezes, leguminosas como o feijoeiro) e estabelecer uma relação, onde ambos os parceiros são mutuamente favorecidos. Por um lado, as bactérias conseguem retirar o nitrogênio do ar e fornece-lo à planta e, de outro modo, as plantas fornecem energia para a sobrevivência da bactéria. O resultado dessa interação planta-bactéria pode ser observado pela formação de uma estrutura arredondada nas raízes, chamada de nódulos radiculares.

A Nodusoja, em busca de um aumento no rendimento de grãos de feijoeiros a baixo custo econômico e que sejam capazes de manter a sustentabilidade, conta com a prospecção de recursos biotecnológicos, capazes de promover aumento da nodulação e potencializar a FBN nesta cultura. A nossa linha de inoculantes para feijão fabrica o Nodubeans L, um produto a base de Rhizobiumtropici. SEMIA 4077 e 4080, fabricados com a garantia de 3 x 109 UFC/mL na validade. Esse é indicado para quase todas as variedades de feijão e temos ainda a linha exclusiva para feijão-caupi com o produto NodubeansCaupi L, produzido com a estirpe Bradyrhizobium sp. SEMIA 6462, na concentração de 3 x 109 UFC/mL na validade.

A eficiência dos inoculantes para feijão produzidos pela Nodusoja na busca por uma máxima eficiência produtiva, já foram comprovados em diversos produtores e em ensaios de nossas equipes a campo, podendo aumentar o rendimento da cultura e reduzir os custos de produção, além de não causar danos ambientais.

Referência

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Perfil do feijão no Brasil. Brasília, DF. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/feijao/saiba-mais>. Acesso em: 04 jul 2021.

CONAB

HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. A importância do processo de fixação biológica de nitrogênio para a cultura da soja: componente essencial para a competitividade do produto brasileiro. Londrina: Embrapa Soja, 2007. 80p.

MERCANTE, F.M.; SILVA, R.F.; OTSUBO, A.A. Aumento da produtividade do feijoeiro pela adição de aditivo ao inoculante microbiano. In: MERCANTE, F.M.; LIMA FILHO, O. F. (Org.). Anais… Reunião da Rede de laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologia de Inoculantes Microbiológicos de Interesse Agrícola. Brasília, DF: Embrapa, 2012. p.39-40.

REIS JUNIOR, F. B.; MENDES. I. C.; REIS. V. M.; HUNGRIA, M.Fixação Biológica de Nitrogênio: uma revolução na agricultura. Em: Fábio Galape e Solange Rocha. Biotecnologia: estado de arte e aplicações na agropecuária. Planaltina, DF: EmbrapaCerrados: 1° edição, 2011. p. 247.

SILVA, M. B. ;MERCANTE, F. M.Indução dos Genes da Nodulação de Rhizobium tropici pela Adição de Exsudatos de Sementes de Leguminosas. Dourados, Embrapa Agropecuária Oste. 28p., 2012.

20/08/2021

Autor: Mayara Barbosa  – Biotecnologista e Doutora em Genética e melhoramento

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