Soja de alta produtividade

A soja de alta produtividade acontece depois de um bom manejo realizado na lavoura, dando o devido respeito às principais demandas das plantas!

Os três principais grupos de fatores que impactam sobre a safra são:

  1. Fatores genéticos, ao escolher as cultivares com alto potencial produtivo, tais que sejam adaptadas ao sistema sojícola de cada local;
  1. Fatores ambientais, ao acomodar a cultivar no tempo correto, condizente com as melhores condições que a própria natureza tem a oferecer: solo, clima, luminosidade, pluviosidade, etc.;
  1. Fatores técnicos, ao tirar proveito das tecnologias aplicadas, adotando todos os cuidados necessários e característicos de cada área explorada.

Um dos fatores decisivos para a cultura da soja de alta produtividade é o uso de inoculantes de alta qualidade. Entre os insumos, o inoculante tem fantástica relação custo-benefício por hectare investido.

A fixação biológica de nitrogênio não pode faltar. Vale a pena investir em inoculantes de boa procedência, mesmo em pacotes tecnológicos descritos como “completos”.

O processo realizado pelas bactérias presentes nos inoculantes favorece a planta como um todo, beneficiando a planta durante todo o seu ciclo; acarretando assim em melhor eficácia dos demais insumos.

Desta forma, todos os insumos interagem positivamente para a maior produtividade.

Veja também:

  • Controle Biológico
  • Fertilizantes

Re-inoculação anual

Experimentos conduzidos pela Embrapa Cerrados, Embrapa Soja e Embrapa Agropecuária Oeste, publicados em 2007 (MENDES et al., 2007), sugerem que a reinoculação anual (inoculação a cada safra) é fundamental para manutenção dos efeitos positivos da fixação biológica de nitrogênio.

Os produtores mantêm, em média, 8% de ganhos de produtividade do que se não reinoculassem todos os anos.

Este valor médio é estimado quando os agricultores estão trabalhando em situações normais. Ou seja, quando os solos já têm histórico de fixação biológica de nitrogênio estabelecida e quando o solo possui condições de deixar as populações de rizóbios dos inoculantes viável até a safra seguinte.

O sistema de plantio direto foi revolucionário ao proteger a microbiota dos solos. Porém, sempre é bom levar em consideração se a qualidade palhada deixada atendeu às funções a que se destinavam.


Ou seja, além da carga orgânica residual, a palhada também protegeu o solo das variações climáticas?

 Houve algum tipo de estresse hídrico que o solo, que está por vir a ser usado, sofreu?

Alguns talhões foram submetidos ou expostos a condições adversas antes do plantio?


Caso alguma interferência negativa ocorreu, seria interessante avaliar a necessidade de aplicar um volume de doses de Bradyrhizobium maior que o habitualmente utilizado.

Uma saída estratégica seria aumentar as doses de inoculante Nodusoja Rend+, ou Nodusoja Turfa, ou Nodusoja Turfa Premium. Isso é válido para os produtores que foram muito impactados, que podem usar a tecnologia a seu favor para manterem seus ganhos de produtividade dentro da normalidade.

O volume de reinoculação anual pode ser visto especificamente para cada área, considerando maiores dosagens para áreas mais afetadas negativamente. Existem metodologias específicas para quantificação do número de rizóbios viáveis no solo, mas são realizadas em laboratórios específicos ou em institutos de pesquisa.

Porém, como solução prática, o mais simples seria fazer um questionário ao responsável pelos talhões, para saber por quais condições o solo esteve durante o período entressafras. As doses de reinoculação podem ser aumentadas localmente, de acordo com o julgamento dos agro-profissionais responsáveis pela área.

Referência

MENDES, I. de C.; REIS JUNIOR, F. B.; HUNGRIA, M.; SOUSA, D.M.G. de; CAMPO, R. J.; AGUIAR, J.L.P.; SOUSA, T.C.R. de. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 187. Embrapa Cerrados, 2007. 18p. http://www.embrapa.br/cerrados/busca-de-publicacoes/-/publicacao/571954/adubacao-nitrogenada-suplementar-tardia-na-soja-cultivada-em-latossolos-de-cerrado 

30/08/2020

Autor: Ricardo Fendrich – Dr. e Eng. de Bioprocessos e Biotecnologista.

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