Fertilizantes no Brasil - Um mercado em expansão

O Brasil figura entre os primeiros colocados na produção de diversas culturas agrícolas de interesse econômico tais como: algodão, café, cana-de-açúcar, milho, soja, dentre outras. A agroindústria brasileira tem apresentado um crescimento contínuo ao longo das últimas décadas. O aumento na produtividade das lavouras é reflexo, principalmente, de investimentos em pesquisa, melhoria genética das cultivares, novos equipamentos, defensivos mais eficientes, aprimoramento das técnicas de manejo e também pelo maior e melhor uso dos fertilizantes ou adubos (1-3).

Segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, no Brasil, entre os anos de 1970 e 2001 houve um aumento da área cultivada de 150% e da adubação em 440%, culminando com um aumento da produtividade em 350%. Isto comprova que a fertilização está fortemente ligada com o aumento da produtividade das lavouras brasileiras, contribuindo para a diminuição da abertura de novas áreas para o cultivo e os estudos mostram que existe um potencial para aumentar ainda mais a produtividade das nossas lavouras (4,5).

No geral, os fertilizantes dividem-se em naturais ou sintéticos, podendo ser aplicados diretamente no solo ou sobre a parte aérea das plantas. Eles possuem elementos vitais para o perfeito desenvolvimento das plantas. São classificados quanto a sua exigência pelas plantas: em macronutrientes, quando exigidos em maiores quantidades, geralmente relacionados ao crescimento vegetativo da planta e micronutrientes, quando exigidos em menores quantidades, relacionados com processos metabólicos celulares mais específicos. Em ambos os casos as quantidades variam de acordo com a espécie da planta e também quanto ao seu estágio de desenvolvimento (6-9).

A crescente demanda pela produção de alimentos colocou o Brasil na quarta posição entre os maiores consumidores de fertilizantes no mundo, ficando atrás somente da China, Índia e Estados Unidos(10,11). Em seu anuário, a Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, registrou em 2020 um aumento de 43% em vendas de fertilizantes especiais (foliares, organominerais e orgânicos) com relação ao ano anterior (2019), ultrapassando a cifra de 10,1 bilhões de reais (12,13).

                        A Nodusoja também possui uma linha de fertilizantes líquidos e sólidos solúveis. São fertilizantes foliares, fertilizantes para o tratamento de sementes e também uma linha completa de adjuvantes para aumentar a eficiência dos processos de pulverização das lavouras. São produtos de alta tecnologia, desenvolvidos com as melhores matérias-primas do mercado, sempre buscando entregar a melhor performance com o menor custo.

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Referências

[1] – FAO. Fertilizer use by crop in Brazil. FAO – Food and Agriculture Organization Of The United Nations, Roma, 2004.

[2] – LOUREIRO, F. E. V. L.; MELAMED, R. O fósforo na agricultura brasileira: uma abordagem minero-metalúrgica. 1ª ed. Rio de Janeiro, CETEM – Centro de Tecnologia Mineral, 2006.

[3] – CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento; Séries históricas. [2021]. Disponível em: <https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/serie-historica-das-safras/item/download/38678_e6f40c82b1af66665ce5e828d0fdd321>. Acessoem: Ago. 2021.

[4] – ISHERWOOD, K. F. Mineral Fertilizer use and the Environment, Rev. ed. Paris, IFA – InternationalFertilizerIndustryAssociation, 2000.

[5] – SCOLARI, D. D. G.; Produção Agrícola Mundial: O Potencial do Brasil. IN: VISÃO PROGRESSISTA DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. Brasília, DF: Fundação Milton Campos, p. 9-86, 2006.

[6] – MALAVOLTA, E. Manual de química agrícola: adubos e adubação. 3.ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 1981. 596p.

[7] – LUCHESE, E. B.; FAVERO, L. O. B.; LENZI, E.; Fundamentos da química do solo – Teoria e Prática. 2ª ed. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 2002.

[8] – SOUSA, D. M. G.; LOBATO, E.; Cerrado – Correção do solo e adubação. 2ª ed. Brasília, EMBRAPA, 2004.

[9] – MARSCHNER, H. Mineral Nutrition of higher plants. 2a ed. Londres, Academic Press, 1995.

[10] –Global Fert – Informações estratégicas no mercado brasileiro de fertilizantes; China, Índia, Estados Unidos e Brasil concentram 58% da demanda global de macronutrientes.[2020]. Disponível em: < https://www.globalfert.com.br/boletins/china-india-estados-unidos-e-brasil-concentram-58-da-demanda-global-de-fertilizantes/>. Acessoem: Ago. 2021.

[11] – FAO. World Fertilizer Trends and Outlook to 2018. FAO – Food and Agriculture Organization of the Unites Nations, Roma, 2015.

[12] ABISOLO – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal; Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2019.73 p. [2019]. Disponível em: < https://www.abisolo.com.br/anuario/>. Acesso em: Ago. 2021.

[13] ABISOLO – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal; Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2020. 94 p. [2020]. Disponível em: < https://www.abisolo.com.br/anuario/>. Acesso em: Ago. 2021.

20/10/2021

Autor: Fábio Plotegher  – Químico e Doutor em Ciências. 

Licenciado em Química (2007) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre em Físico-Química (2010) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Doutor em Ciências com Ênfase em Físico-Química (2014) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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