Pesquisa genuinamente brasileira

Dra. Johanna Dobereiner.

Pesquisa genuinamente brasileira

A cientista que revolucionou a agricultura

O desenvolvimento da tecnologia da inoculação na cultura da soja é resultado da dedicação e persistência da pesquisadora brasileira Dra. Johanna Dobereiner. Nascida em Praga – antiga Checoslováquia, foi naturalizada brasileira em 1956, fugindo do cenário pós-guerra que assombrava a Alemanha nos anos 1950. Desembarcou no Brasil já graduada em Agronomia e conseguiu o cargo de pesquisadora assistente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A partir de então, dava-se início a uma trajetória de persistência, dedicação e de muito sucesso. Naquela época, poucos acreditavam que fixação biológica de nitrogênio (FBN) seria capaz de sustentar a produtividade das culturas, a ponto de competir com o uso dos fertilizantes minerais, principalmente os nitrogenados. Em 1964, como integrante da Comissão Nacional da Soja, cultura que se iniciava no Brasil, fomentou o uso de bactérias fixadoras de nitrogênio (FBN) em substituição aos fertilizantes nitrogenados. A adoção dessa nova tecnologia posicionou o Brasil como 2° maior produtor mundial de soja, devido à redução de custos de produção e das altas produtividades. Estima-se que o Brasil economize 1,5 bilhões de dólares anualmente com a adoção da FBN na cultura da soja.

 

O grande sucesso dos inoculantes na cultura soja fez com que despertasse o interesse nas pesquisas relacionadas à interação benéfica entre planta e bactérias para outras culturas. Atualmente, há dezenas de grupos de pesquisas ligados a universidades, centros de pesquisas e empresas privadas que atuam na pesquisa e produção para fornecer aos produtores excelência em produtos biológicos.

 

Nós da Nodusoja produzimos os inoculantes com tecnologia avançada, focando na excelência das matérias primas para gerar um produto com alta qualidade. Para isso, contamos com uma equipe altamente qualificada, dedicada e motivada a superar os desafios diários nas etapas de produção, pesquisa e distribuição, sempre tendo presentes às necessidades dos nossos clientes e parceiros.

 

Atento ao desenvolvimento do mercado dos produtos biológicos e certos da confiança de nossos clientes, estamos buscando diariamente alternativas eficientes para auxiliar nossos parceiros a manter altas produtividades em suas lavouras. Além da linha de inoculantes biológicos, oferecemos fertilizantes foliares, aditivos e adjuvantes para alcançar o máximo potencial de rendimento das lavouras, sempre aliando os produtos Nodusoja com o bom manejo das culturas. Em breve, uma nova linha de produtos com a qualidade Nodusoja estará disponível no mercado, fiquem atentos.

 

Pesquisadora brasileira responsável pelo avanço nas pesquisas com bactérias fixadoras de nitrogênio (FBN) no Brasil. Fonte: https://www.embrapa.br/johanna-dobereiner/na-midia.

26/11/2020

Autor: Tales Romano, Biotecnologista e Dr. em Agronomia.

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Soja de alta produtividade

Soja de alta produtividade

A soja de alta produtividade acontece depois de um bom manejo realizado na lavoura, dando o devido respeito às principais demandas das plantas!

Os três principais grupos de fatores que impactam sobre a safra são:

  1. Fatores genéticos, ao escolher as cultivares com alto potencial produtivo, tais que sejam adaptadas ao sistema sojícola de cada local;
  1. Fatores ambientais, ao acomodar a cultivar no tempo correto, condizente com as melhores condições que a própria natureza tem a oferecer: solo, clima, luminosidade, pluviosidade, etc.;
  1. Fatores técnicos, ao tirar proveito das tecnologias aplicadas, adotando todos os cuidados necessários e característicos de cada área explorada.

Um dos fatores decisivos para a cultura da soja de alta produtividade é o uso de inoculantes de alta qualidade. Entre os insumos, o inoculante tem fantástica relação custo-benefício por hectare investido.

A fixação biológica de nitrogênio não pode faltar. Vale a pena investir em inoculantes de boa procedência, mesmo em pacotes tecnológicos descritos como “completos”.

O processo realizado pelas bactérias presentes nos inoculantes favorece a planta como um todo, beneficiando a planta durante todo o seu ciclo; acarretando assim em melhor eficácia dos demais insumos.

Desta forma, todos os insumos interagem positivamente para a maior produtividade.

Veja também:

  • Controle Biológico
  • Fertilizantes

Re-inoculação anual

Experimentos conduzidos pela Embrapa Cerrados, Embrapa Soja e Embrapa Agropecuária Oeste, publicados em 2007 (MENDES et al., 2007), sugerem que a reinoculação anual (inoculação a cada safra) é fundamental para manutenção dos efeitos positivos da fixação biológica de nitrogênio.

Os produtores mantêm, em média, 8% de ganhos de produtividade do que se não reinoculassem todos os anos.

Este valor médio é estimado quando os agricultores estão trabalhando em situações normais. Ou seja, quando os solos já têm histórico de fixação biológica de nitrogênio estabelecida e quando o solo possui condições de deixar as populações de rizóbios dos inoculantes viável até a safra seguinte.

O sistema de plantio direto foi revolucionário ao proteger a microbiota dos solos. Porém, sempre é bom levar em consideração se a qualidade palhada deixada atendeu às funções a que se destinavam.


Ou seja, além da carga orgânica residual, a palhada também protegeu o solo das variações climáticas?

 Houve algum tipo de estresse hídrico que o solo, que está por vir a ser usado, sofreu?

Alguns talhões foram submetidos ou expostos a condições adversas antes do plantio?


Caso alguma interferência negativa ocorreu, seria interessante avaliar a necessidade de aplicar um volume de doses de Bradyrhizobium maior que o habitualmente utilizado.

Uma saída estratégica seria aumentar as doses de inoculante Nodusoja Rend+, ou Nodusoja Turfa, ou Nodusoja Turfa Premium. Isso é válido para os produtores que foram muito impactados, que podem usar a tecnologia a seu favor para manterem seus ganhos de produtividade dentro da normalidade.

O volume de reinoculação anual pode ser visto especificamente para cada área, considerando maiores dosagens para áreas mais afetadas negativamente. Existem metodologias específicas para quantificação do número de rizóbios viáveis no solo, mas são realizadas em laboratórios específicos ou em institutos de pesquisa.

Porém, como solução prática, o mais simples seria fazer um questionário ao responsável pelos talhões, para saber por quais condições o solo esteve durante o período entressafras. As doses de reinoculação podem ser aumentadas localmente, de acordo com o julgamento dos agro-profissionais responsáveis pela área.

Referência

MENDES, I. de C.; REIS JUNIOR, F. B.; HUNGRIA, M.; SOUSA, D.M.G. de; CAMPO, R. J.; AGUIAR, J.L.P.; SOUSA, T.C.R. de. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 187. Embrapa Cerrados, 2007. 18p. http://www.embrapa.br/cerrados/busca-de-publicacoes/-/publicacao/571954/adubacao-nitrogenada-suplementar-tardia-na-soja-cultivada-em-latossolos-de-cerrado 

30/08/2020

Autor: Ricardo Fendrich – Dr. e Eng. de Bioprocessos e Biotecnologista.

Additive Nodufix e Inoculantes Turfosos

Foto: Nodusoja

Additive Nodufix e Inoculantes Turfosos

Solução biotecnológica inovadora de alta qualidade. O tratamento de sementes que você precisava!

Quer maior praticidade no uso inoculante turfoso com mais proteção para as bactérias?

Você tem isso ao alcance de suas mãos… Additive Nodufix

O produto que te traz os benefícios dos 3 “p”. Praticidade, Proteção e Produtividade

 

Praticidade:

Não precisa diluir o inoculante em água, é só abrir o pacote e misturar com as sementes previamente tratadas com o Additive Nodufix.

A formulação líquida do Additive Nodufix permite rápida distribuição do produto nas sementes.

Pode inocular até 4 doses de Turfa Premium (60 g) ou 3 doses de Turfa (80 g) na semente, sem desperdiçar o inoculante na plantadeira. Perfeita adesão das partículas de turfa às sementes.

Proteção:

O Additive Nodufix contém biopolímeros e moléculas que protegem as bactérias no momento da inoculação.

Ampliação de 1000x de inoculante Nodusoja Turfa e Additive

Produtividade:

Por permitir mais bactéria aderidas na semente com melhor sobrevivência. Você tem mais células para interagir com a planta logo no início do desenvolvimento vegetativo.

Único produto que permite inocular nas sementes até 240 g inoculante turfoso/50kg de semente de soja, sem aumentar consideravelmente o volume de calda para tratamento de sementes (no máximo 200 mL/50kg de semente de soja).

Imagem por microscópio de inoculante turfoso,  com aumento de 1000 vezes comparado ao tamanho original. Inoculante diluído em água 10 vezes para visualização.

Pontos pequenos em movimento são as bactérias Bradyrhizobium japonicum e partículas grandes (amarelo e marrom) são os grãos de turfa.

Additive soma muito mais com a sua lavoura!

 

15/07/2020

Autor(a): Vivian Szilagyi – Bióloga e Dra. em Agronomia.

 

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Festa Junina – Amendoim

Foto: Freepik Premium

Festa junina com muito 
pé-de-moleque, amendoim doce e paçoquinha!

O amendoim, utilizado principalmente como matéria-prima na indústria de produtos alimentícios, também é habitualmente consumido in natura. A expectativa da safra 2020 é ser recorde (MASSAFERA, 2020).

Tradicional nas festas juninas, nas deliciosas receitas de doces, o amendoim é uma das principais fontes de proteína vegetal (SILVEIRA et al., 2011). De origem sul-americana, é uma leguminosa do gênero Arachis (ARRIEL, 2014). O amendoim cultivado (A. hypogaea) tem longo histórico no desenvolvimento da agricultura familiar. As vagens desenvolvem-se abaixo da superfície do solo.

Diversas aplicações se destacam no Setor Agro, pois a planta do amendoim é excelente fixadora de nitrogênio para o solo. O amendoim tem a capacidade de efetuar simbiose com microrganismos, provocando aumento da fertilidade do solo. O nitrogênio fixado é futuramente absorvido pelas culturas subseqüentes.

Assim, o cultivo do amendoim também é aproveitado para:

  • Cultura de rotação nas áreas de reforma de canavial (MASSAFERA, 2020);
  • Manejo por pequenos produtores, em consórcio com algodão, mandioca, mamona e gramíneas (milho, sorgo, etc.) (de MACÊDO BELTRÃO, 2010);
  • Sistemas integrados de fruticultura com abelhas (GOMES et al., 2019).

Em alguns solos, o efeito decorre naturalmente. Porém, visto que nem todos os solos têm a quantidade de rizóbios nativos suficientes para estabelecer o sucesso do potencial produtivo desta leguminosa, é importante avaliar o benefício do uso de inoculantes para resultar em ganhos de produtividade.

A estirpe recomendada para o amendoim (A. hypogaea), segundo Instrução Normativa Nº 13, de 24 de março de 2011 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é a Bradyrhizobium spp. BR 1405 (SEMIA 6144). Para fixação biológica de nitrogênio com alta eficiência, ela é comercialmente formulada como NODUNUT L.

Nos casos em que é recomendado usar inoculantes para resultar em benefícios, inclusive indiretamente aos cultivos de rotação ou consorciados, é importante verificar a necessidade prévia do uso de fertilizantes, aditivos e corretivos (NODUSOJA). Se possível, através da avaliação dos resultados de amostragem do solo.

A adubação nitrogenada deve ser associada aos indicadores do nível de nitrogênio no solo. Isso determinará a diversidade e densidade de organismos fixadores de nitrogênio, os quais iniciam o processo de simbiose entre leguminosa e bactérias.

Comentário do arraia:

“Com esse solo bão, vamo comê MINDUIM de montão!”

Abraço ao pessoal de Jaboticabal! Capital do Amendoim.

25/06/2020

Autor: Ricardo Fendrich – Dr. e Eng. de Bioprocessos e Biotecnologista.

 

Referências

ARRIEL, NHC. Oleaginosas, Fibrosas e Leguminosas. In: AZEVEDO, V. C. R.; BUSTAMANTE, P. G. Recursos genéticos de plantas conservados na Embrapa: histórico e inventário atualizado. Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia: Brasília, DF, 2014. 183

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Instrução Normativa Nº 13, de 24 de março de 2011.

GOMES, CB, et al. “Emprego de leguminosas no manejo de fitonematoides em espécies frutíferas.” Embrapa Clima Temperado-Capítulo em livro técnico (INFOTECA-E) (2019).

de MACÊDO BELTRÃO, NAPOLEÃO ESBERARD, et al. “Consórcio mamona e amendoim: opção para a agricultura familiar.” Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável 5.4 (2010): 35.

MASSAFERA, R. (COPLANA).  Amendoim brasileiro pode ter safra recorde este ano. Biodieselbr, 2020. Disponível em:  <https://www.biodieselbr.com/noticias/materia-prima/outras/amendoim-brasileiro-pode-ter-safra-recorde-este-ano-160320>. Acesso em: 20 de jun. de 2020.

SILVEIRA, PS da, et al. “Teor de proteínas e óleo de amendoim em diferentes épocas de semeadura e densidade de plantas.” Revista da FZVA 18.1 (2011): 34-45.

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Tecnologia da Coinoculação

Foto: Coinoculação no feijoeiro em Paracatu – MG.

 Você sabe o que é a coinoculação?

  A coinoculação é uma tecnologia em sintonia com a abordagem atual da agricultura, que respeita as demandas de altos rendimentos, mas com sustentabilidade agrícola, econômica, social e ambiental.

  Consiste em adicionar mais de um microrganismo reconhecidamente benéfico às plantas, visando maximizar a contribuição dos mesmos. Combina uma prática já bem conhecida dos produtores: a inoculação das sementes de soja e do feijoeiro com bactérias fixadoras de nitrogênio (N), conhecidas como rizóbios, com o uso do Azospirillum, uma bactéria até então conhecida por sua ação promotora de crescimento em gramíneas.

  A coinoculação proporciona vários benefícios, como aumento da área radicular, o que possibilita maior aproveitamento dos fertilizantes e favorece a planta em situações de estresse hídrico e incremento da produtividade pela maior capacidade de absorção de nutrientes e água pelas raízes. Quanto aos nutrientes, observa-se maior vigor das plantas e equilíbrio nutricional, pelo melhor aproveitamento dos nutrientes do solo e dos fertilizantes. Cabe, ainda, observar que o maior desenvolvimento radicular com Azospirillum também resulta em maior nodulação e, consequentemente, maior contribuição da fixação biológica do nitrogênio.

  Seu uso reduz o aporte de fertilizantes químicos, particularmente os nitrogenados, reduzindo o gasto com insumos. Durante a safra, os rizóbios contribuem com o suprimento de nitrogênio e os benefícios adicionais pela coinoculação com Azospirillum incluem o melhor estado nutricional das plantas e maior tolerância a estresses abióticos, como a seca.

  Vale ressaltar também que foram confirmados incrementos no rendimento de grãos, em relação à inoculação exclusivamente com rizóbios. Desse modo, além de ambientalmente sustentável, a coinoculação é uma tecnologia altamente rentável para o agricultor.

11/07/2019 

Autor: Nodusoja

Fonte: Embrapa Soja – www.embrapa.br

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