Foto: Feijão Tropeiro

A história do Feijão Tropeiro segundo um poeta mineiro

“Ali pelo ano de 1928, na Serra do Gavião, estrada tropeira de Coluna a Diamantina, já nas primeiras viagens, com sua tropa de doze burros que chegaram em pouco tempo e com muita luta (ao destino) ao número de 24 burros, um cavalo de madrinha e o cavalo de montaria de meu pai. Conforme suas palavras, (ele estava) cansado de amassar feijão na estrada, pois tinha que tirar o caldeirão da trempe fervendo e colocar no chão para ficar firme e poder machucar o feijão. Era uma trabalheira! Pendurado na trempe, o caldeirão balançava e não amassava direito. Aí (ele) pensou: por que não comer o feijão inteiro, bago a bago? Vou Experimentar!

Deitou o feijão no fogo com água na medida de cozinhar, deixou cozer ao ponto. Em outro caldeirão picou alho e botou sal na medida, botou pedaços de toucinho e fritou com o alho. Enquanto fritava, acrescentou pedaços de carne de porco, e depois de tudo bem frito, o feijão que havia misturado em farinha de mandioca dançava soltinho na panela. Despejou o feijão por cima de tudo, misturou e serviu. Estava bão demais! Estava bão demais!

Aqui foi criado o feijão bago bago, que nas cidades muito depois chamaram de tropeiro. “

Itamar Aguiar é poeta e compositor, nascido em Coluna (MG) 

12/02/2022

Autor: Nodusoja 

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